Achados de entrevista têm uma fraqueza conhecida: convencem, mas são difíceis de medir. Times de produto, com razão, perguntam quanto aquilo vale antes de mudar o roadmap. Minha resposta é transformar o achado em hipótese testável.

Do achado à hipótese

Na Gameram, transformei achados de entrevistas em testes A/B. O que as pessoas contavam virava uma hipótese: se a entrevista mostra o que trava o caminho, mudar esse ponto deve mudar o comportamento medido.

Um desses testes aumentou a conversão em 30%.

O teste não substitui a entrevista. A entrevista diz o que testar e por quê. O teste diz quanto.

Quando o teste vem antes

O caminho inverso também funciona. Para entender a baixa adoção de uma funcionalidade nova de busca por parceiros de jogo, combinei um survey com 652 usuários, 8 entrevistas e dados de teste A/B. A maior lacuna era a descoberta: 32% dos usuários não sabiam que a funcionalidade existia.

Os dados do teste mostravam o resultado. A pesquisa explicou o motivo. Leia o case completo.

O que eu levo disso

  • Escrever o achado como hipótese. “Se mudarmos isto, esperamos ver aquilo” deixa claro o que medir.
  • Deixar a entrevista escolher o teste. Testar o que as pessoas disseram que trava custa menos que testar tudo.
  • Voltar às pessoas quando o número surpreende. Um resultado inesperado é uma pergunta nova de pesquisa.

Insight bom vira experimento. E experimento bom volta para a pesquisa.

Alguns detalhes foram omitidos por confidencialidade.